quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Sobre os religiosos, escatologistas e prosélitos

Caros,



Não têm sido poucos os conflitos entre religiosos do cristianismo nas últimas décadas em todas as partes do mundo. Desde a Reforma Protestante, no Século XVI, as divergências doutrinárias nunca tomaram rumos tão baixos. A perda do foco da fé tem levado muitos ao abismo da ignorância profunda e prejudicado muitos cristãos sinceros.



Houve tempo em que os cristãos lutavam com espadas e feriam o corpo. Na era moderna, lutam com palavras e ferem a consciência. Alguns plenamente cientes de seu mal, e outros na ignorância e pobreza de espírito acreditam que fazem o bem, mesmo não se importando com o caminho que escolhem.



Vou começar este artigo com uma comparação que faço a todo o momento: A diferença entre um cristão e um religioso.



Embora o cristianismo seja sociologicamente classificado como uma religião, a saber, a Religião Cristã, que se divide basicamente entre Católicos Romanos, Cristãos Ortodoxos, Cristãos Protestantes, Reformados, Anglicanos, Pentecostais e Outros Cristãos, a VERDADEIRA doutrina cristã não se comporta como um credo comum como os das principais religiões do mundo. O próprio judaísmo do qual o cristianismo nasceu é extremamente religioso. Essa religião, juntamente com o islamismo, o hinduísmo e o budismo, citando as principais, está carregada de ritos, de simbologias, de regras, de leis e costumes, herdados por antepassados muito remotos e que perpetuam até os dias de hoje.





DO SURGIMENTO DA RELIGIÃO CRISTÃ



Pergunto: Tomando por base o “manual universal dos cristãos” que é o Evangelho, qual é seu foco? símbolos, rituais, leis e regras ou um único mandamento: Amar a Deus, na pessoa do Pai, do Filho e do Espírito Santo, sobre todas as coisas e semelhantemente ao próximo como a ti mesmo?



Façam uma rápida comparação com os escritos do Antigo e do Novo testamente e verá o desprendimento total da religião judaica e da Graça de Jesus Cristo. Leia o Livro de Levíticos, com todos os ordenamentos, regras e leis, e compare com uma carta aos Romanos, como exemplo, e verá que nesta Paulo exorta a Fé, ao amor e a perseverança como único meio de alcançar a Graça de Deus. São dois tempos distintos. São duas realidades. São dois Pactos. Um justifica o outro e se relacionam em símbolos, mas não se misturam. Quem os mistura, abre um abismo entre o entendimento da obra de Jesus Cristo e a ignorância inerte, que não leva a outra coisa senão a pobreza espiritual.



Não devemos, de forma alguma, ignorar o Antigo Testamento; pois nele contém exemplos de fé, profecias divinas e o fundamento para a Obra de Jesus Cristo. Mas devemos ter em mente, que todo o foco do Antigo Testamento está na conduta dos Hebreus, depois Judeus, único povo de Deus, guiado tão somente por ele através de profetas que Deus levantava para julgar os povos segundo suas Leis, dadas por Deus a Moisés no Monte Sinai e acrescidas durante a longa jornada daquele povo.



Os próprios Judeus não conseguiram prestar obediência a Lei, e de tanto que pecavam contra ela, derramaram sangue de animais na terra, como forma de se oferecer um sacrifício, que, por sinal, deveria obedecer a uma série de ritos descritos em Levíticos. Estavam perdidos, e o que Deus fez? Enviou seu próprio filho para morrer como um cordeiro e libertar o povo daquele jugo tão pesado que não pudesse suportar, mas não somente eles, e sim TODOS os homens. Tanto judeus como gregos poderiam abraçar essa novidade: Se libertar de fados e se achegar a Deus, através de Jesus Cristo, guiados pelo Espírito Santo, e tão somente bastaria ter fé.



Para os Judeus, a lei permanece até e hoje, e ela os salvará, pois Deus não retirou sua promessa deles, bastando que eles sigam as Leis rigorosamente; daí sua religiosidade. Mas se um judeu quiser se livrar dessa religiosidade, que abrace também o cristianismo e sirva a Deus por fé. É isso que Paulo ensinou Aos Hebreus.



Já para os cristãos, os filhos dos gentios condenados, que Deus usou de misericórdia e os enxertou na Videira Verdadeira não há mandamento de obediência as leis Mosaicas ou judaicas, pois não somos das tribos deles. Há um único mandamento: Amar a Deus sobre todas as coisas e, semelhantemente, ao próximo como a cada um. Nisso se cumpre quase toda a Lei Mosaica, no que diz respeito a amar a Deus respeitar o próximo, mas sem herdar toda a carga religiosa dos Hebreus.



O próprio Jesus Cristo em suas palavras condenou os religiosos judeus, sobretudo os Escribas e os Fariseus, que se utilizavam da Lei judaica para expressar seus desejos de julgarem sem compaixão. Jesus andava com os marginalizados por essa sociedade religiosa judaica, e, por essa razão foi igualmente perseguido e morto.



Resumidamente, podemos dizer que Jesus foi morto pela religião, para que por essa morte, pudéssemos achegar a Deus por fé, não mais por religião, e sim por Graça Divina e expressão do amor fraternal. Esse é o assunto da Graça. Essa é a lei da Graça.



Podemos dizer também que se o cristianismo rompeu com a religião, os religiosos não romperam com o cristianismo. E isso não aconteceu na nossa era. Já dentre os primeiros cristãos existiam os religiosos, principalmente judeus convertidos, que impunham sua carga religiosa sobre os gentios também agregados, fazendo com que eles observassem dias de recolhimento, leis de circuncisão e outros ritos hebraicos. Paulo precisou se manifestar contra isso exortando que, embora desnecessariamente, se os judeus agregados à igreja quisessem continuar com sua cultura hebraica, poderiam, pois foram educados nela. Mas não podiam impor isso aos gentios que não herdaram sua cultura. Tanto judeus como gregos estavam agregados na Graça, para servir a Deus por fé, não importando seus passados de religiosos e gentios, respectivamente; o que importava agora eram o presente e o porvir.



Os religiosos continuaram no seio da igreja, e, não muito tempo depois, resolveram criar um corpo terrestre e visível do que seria possivelmente uma igreja, e escolheram Roma, a cidade Latina, como sua sede. Não obstante, reclamaram elementos das religiões locais para compor o cristianismo e inventaram uma série de ritos e sacramentos que não foram ordenados no Evangelho da Graça. Criaram a Religião Cristã, e esta criou religiosos que se multiplicaram até os dias atuais. Bem que um homem tentou tirar parte da religiosidade desta associação, mas foi em vão, o que culminou na criação de outro segmento desta religião, que, não muito tempo depois se fragmentou novamente e até hoje continua se partindo.



Estamos no século XXI, portanto quase dois mil anos da morte de Cristo e do surgimento da Igreja de Cristo e os religiosos continuam fazendo estragos entre os santos. Alguns por questões de extrema complexidade doutrinária, outros por boa vontade e outros por interesses materiais.





DAS DIFERENÇAS ENTRE RELIGIOSOS E CRISTÃOS



Em primeiro lugar quero deixar claro que ser religioso nem sempre é por vontade própria. Muitas vezes, são os meios que os cultivam. Há religiosos em todas as religiões, assim como há religiosos em todas as instituições cristãs. Ser religioso é um mal que nem sempre dura. Muitos saem das religiões, ou abandonando a fé, ou abraçando a mesma. É quase impossível ter uma fé perfeita e ser religioso ao mesmo tempo. Seria muito bom que as pessoas deixassem as religiões e se convertessem ao amor de Deus.



É fácil compreender a diferença entre um cristão e um religioso. Primeiro de tudo, pense nas pessoas que se destacam na sua comunidade: Aquelas que são conhecidas pela sua rigidez ou fanatismo e aquelas que são conhecidas pela sua bondade e benevolência. Pois bem, aqueles são os religiosos e estes os cristãos.



Os religiosos gostam de ser afinados com as normas de sua comunidade. Os cristãos preferem se ajustar, embora seja muito difícil, a vida e obra de Jesus Cristo, amando a Deus e demonstrando caridade com o próximo. Os religiosos conhecem as regras e as têm na ponta da língua, prontas para serem botadas para fora da boca quando tiverem uma oportunidade. Os cristão sempre tem um conselho, uma palavra de fé, um incentivo as coisas boas. Os religiosos andam com os ouvidos bem abertos, para colher aqui e ali, e depois dar seu palpite sobre tudo e sobre todos. Os cristãos são inclinados e atenciosos para ouvir as coisas boas e depois compartilhar. Quando estes ouvem coisas desagradáveis, geralmente da boca dos religiosos, não transmitem, pois sabem que a caridade também consiste em ocultar nos outros, inclusive nos religiosos, os defeitos que gostariam que ocultasse em si mesmos. Os religiosos andam com a bíblia na mão e gostam de usá-la a todo o momento, não observando as situações em que as palavras se aplicam, mas importando se tem algum versinho que vai mostrar para o outro o quanto ele está errado. Os cristãos muitas vezes nem sabem aonde está escrito tal verso, mas, quando vêem alguém triste, diz: “O senhor é teu pastor e nada te faltará”. Os religiosos não faltam em um culto, gostam das primeiras fileiras, como os fariseus da sinagoga, e sabem que foi e quem faltou naquele culto. Os cristãos, mesmo enfraquecidos pela dureza da vida, pode não ir àquele culto, mas lembra-se da última palavra, e, quando não vê seu irmão em seu lugarzinho costumeiro se entristece, visita-o e ninguém fica sabendo, porque não sente prazer em fazer tocar trombetas. Aliás, os religiosos adoram as trombetas. Os religiosos jamais enxergam além da roupa curta, da barba a fazer, da calça cumprida, da maquiagem e do cabelo Chanel. Os cristãos olham as virtudes. Os religiosos são pessoas fracas que acreditam serem fortes. Os cristãos são pessoas fracas, que sabem que são fracos, mas que contam com a força divina que é tão significativa que ajuda aquele religioso a se reerguer quando este cai.



Não são os religiosos a coluna do Templo de Deus. São os cristãos.





DOS ESCATOLOGISTAS, APOLOGISTAS E PROSÉLITOS MILITANTES



Pois bem, feitas essas comparações, vou dar minha opinião sobre os escatologistas, Apologistas e Prosélitos.



Escatologistas são, geralmente, religiosos que pensam que pensam e gostam que outras pessoas não apenas leiam suas ideologias pobres, mas as aprovem e as preguem. Usam das sagradas escrituras, das profecias apocalípticas, adaptam a sua realidade comunitária e ideológica, formam teses furadas e pobres e atacam outros que não seguem o que ele segue ou não pensa como ele pensa. O escatologista sempre tem uma saída para dizer que a igreja dele é a Igreja Santa Pura e Imaculada e as outras são as prostitutas do apocalipse.



O escatologista adora números. Usa deles como se fosse um contador: apaixonadamente. Gostam de transformar nome de pessoas em algarismo, dividir aqui, subtrair ali, elevar ao quadrado aqui, tirar a raiz ali para chegar ao “666” ou ao ano em que a denominação dele foi fundada. Adoram conspirações, adoram o livro do Apocalipse. São os piores religiosos que existem. ‘



Os Apologistas podem ser os próprios escatologistas, discípulos destes ou simplesmente um vazio qualquer que se apodera dos podres pensamentos deles. A diferença é que este agrega a função do “mensageiro de Deus”, que eu chamo de “Pistoleiro de Deus”. São aqueles que gostam de pregar suas idéias ou idéias de outrem. Gostam de sentir a própria voz e de gritar aos quatro ventos que os outros estão na unha do demônio. Na sede por obter sucesso em suas proezas, dizem mentiras, usam da bíblia sagrada para prejudicar a imagem de outros, não gostam de fatos e usam e abusam de boatos. Estão sempre com os olhos bem abertos para que, na oportunidade de um escorregão de sua presa ela possa se deleitar sobre seu blog, púlpito ou programa de rádio ou TV. Na maioria das vezes são analfabetos e nem sabem.



Os Prosélitos são parecidos com os apologistas, mas nem sempre usam os meios deles. Gostam de usar do trabalho dos escatologistas para tentar convencer, mas nem sempre fazem com más intenções. Na maioria das vezes são ovelhas conduzidas por bestas feras. Puras no intento, mas equivocadas dos meios. Costumam falar no “Tetê a Tetê”. Gostam de uma oportunidade para abordar e outro e inseminar suas idéias, querendo que as aceitem e faça parte de seu rebanho, com boas intenções, é verdade, mas com uma condução diabólica.



É um tipo de religioso robô. Não conhece o evangelho com a intensidade suficiente para crer que Deus guia sua igreja, e que a Igreja de Deus não se limita a vaidades e convicções humanas, e, portanto, qualquer tentativa de proselitismo é inválida.



Mas não é do simples proselitismo que falo. Este não faz mal a ninguém. Falo do proselitismo agressivo. Forçado, ele causa rupturas entre as relações humanas, e quem o faz, torna-se uma pessoa insuportável e evitável. Não respeita a fé do outro, nem sua cultura e nem sua história. O que importa é o que ele te traz na sua porta sem ser convidado. Quando é mal recebido, gostam de dizer que é parte do vitupério de Cristo e está se cumprindo São Mateus 10. São odiados e acreditam que isso é parte de seu infortúnio terrestre, como a Igreja de Cristo seria. Gostam de usar o “idem e pregai o evangelho a toda criatura” como se isso fosse obrigação deles, pois só eles tem esse poder. Os outros, quando fazem igual, são as “pedras clamando” quando estes estão no ócio de sua missão. Não respeitam o próximo, logo não o ama. Descumpre o mandamento que foi colocado em igualdade ao amor pó Deus.



Os prosélitos são a militância religiosa.



Não há mal nenhum em convidar uma pessoa para “fazer uma visitinha” na sua igreja, ou aconselhá-lo a procurar outra denominação quando este abre essa possibilidade, e isso é proselitismo, mas é um proselitismo saudável. Digamos que aceitável.



O que não deve acontecer é uma pessoa, erroneamente baseada em seus princípios dizer que você está longe de Deus e da salvação por não ser um adepto da sua crença. Isso é proselitismo agressivo, desumano e grosseiro. A pessoa que pratica isso é incapaz de demonstrar o amor de Deus, pois está se colocando em seu lugar de julgar as coisas. Só Deus determina quem está contato entre os santos na Verdadeira Igreja, invisível a olhos humanos. Se quisermos orientar alguém sobre uma prática inaceitável em outra denominação, podemos fazer, bastando que esta pessoa nos de a liberdade para tal e então faremos com entendimento, conhecendo os fatos e da forma mais agradável possível. E nunca, em hipótese alguma fazer publicações sobre isso, como se fossemos os donos da razão. Verdadeiros cristãos não possuem a razão nas coisas ocultas, pois reconhece sua inferioridade perante Deus, de quem provém à verdadeira razão.





DA FALTA DE CONHECIMENTO E DA APÓSTATA



Acontece muito, principalmente entre os recém convertidos, de acharem que já possui todo o conhecimento do reino dos céus. Saem por aí com uma bíblia em baixo do braço, incomodam parentes, vizinhos e colegas de serviço. Torna-se um bobo da corte, e mal sabe que é o mais ignorante ser. Se este novo crente permanecer, pois sabemos que as chances de esfriar é grande, logo ele vai perceber que quanto mais caminha na graça mais se tem a aprender. Ou ele vai seguir este rumo, aprendendo e aproveitando, ou vai seguir o rumo que muitos seguiram e vai se tornar um religioso, daqueles de muito falar, pouco ouvir e vazios.



É natural a reação dos recém convertidos. Poucos se mantêm discretos, ou pouco notados. Mas, se a conversão deste foi sincera, e ela busca o crescimento junto ao amadurecimento, ele terá com certeza. Aos poucos vai sabendo ouvir e aprofundando raízes. Não muito tempo, mesmo ainda com pouco conhecimento terá muito o que dar ao próximo e será, certamente, uma coluna no templo de Deus.



Há aqueles que são hiperativos na Graça. Gostam de emitir opiniões sobre tudo. Gostam de fazer interpretações bíblicas baseadas no vazio e pregam como se fossem um mensageiro de Deus. Corre para cá e para lá; bate na porta de todos e despejam suas visões contorcidas sem serem convidados. Se este tiver o dom de persuasão pode trazer desgraças para uma comunidade. Estes são facilmente encontrados porque, diferentemente do verdadeiro convertido, não é nada discreto. Querem aparecer a todo o instante, chamam glória para si, se aborrecem com tudo e aborrecem a muitos.



Alguns destes até possui algum conhecimento, mas o ignora quando quer usar contra alguém ou contra alguma outra crença. Não sabe usar seu conhecimento para edificar, ou, quando é o caso, cobra-se para transmitir algo que poderia salvar uma alma. Este é um miserável. Está longe de ser coluna no templo de Deus e mais próximo de uma escória na sua comunidade.



Tem os que se acham teólogos e sociólogos, e, juntamente aos escatologistas, produzem lixos preconceituosos e lançam no ar achando que está sendo um “soldado de Cristo”. É o mais ignorante dos homens, porque desconhece, ou ignora a verdadeira mensagem de Cristo.



Essa gente, da pior espécie, diga-se de passagem, não curte a própria vida, são mal amados e infelizes e gostam de perseguir pessoas felizes, invejando-as. Aposta na queda dos outros para depois cantar aos quatro ventos que havia previsto tal queda, e mal sabe este ser, que quem parece caído para Deus é coluna, e ele que se acha o forte não sabe o que o espera. Mal sabe este que, quem planta misericórdia colhe misericórdia quando precisar.



Deve-se estar ciente de que, quando se abre a boca para falar das coisas de Deus, responsabilidade tem que exalar da mesma. Não se fala por Deus com base em princípios particulares ou convicções pessoais. Deus não utiliza destes meios para falar com o povo porque ele já o mandou seu Espírito Santo.



Aliás, não é preciso ter o dom do discernimento para saber se uma boca está falando por Deus. Basta sentir se em suas palavras existe amor e misericórdia, mesmo quando duras. Se não há, ou melhor, se ao invés disso haver maldições, hipocrisia e descontextualição, certamente é o homem quem fala, e não Deus. Lembre-se que após o vendaval, a tempestade e o fogo, Elias ouviu uma voz mansa e suave, e nela estava Deus.





CONCLUSÃO



A Graça de Deus é e continuará pura. Seus santos estão e continuará louvando a Deus com sinceridade.



Há os que pensam (geralmente os religiosos), que a igreja está morrendo e o povo está caindo. Aos olhos carnais deste pode até ser que sim, mas, um verdadeiro santo sabe que a igreja da qual ele faz parte permanece como sempre foi: Pura. Não se mede a vitalidade da igreja olhando as obras de seu povo, até porque, Graças a Deus, somente ele sabe quem são os verdadeiros contados entre os santos, se bem que, devoção sincera, amor a Deus e ao próximo são as primeiras marcas destes santos.



Devemos ter nossa mente voltada para Cristo a todo o momento. Isso não significa deixar nossas vidas de lado e partir para um reduto social formado por fanáticos ignorantes. Isso significa estarmos, a todo o momento, atentos para o nosso foco: Salvação em Cristo Jesus, pela vontade de Deus, pela conduta de Seu Espírito Santo. “Quem tem ouvidos ouça o que o espírito diz a igreja”, disse João às igrejas da Ásia.



As religiões pregam o fanatismo, a devoção total, os rituais, os mandamentos e as obrigações. A Graça de Jesus Cristo requer que sejamos homens justos, caridosos para com nossos irmãos e devotos de Deus Pai, por meio de Seu Filho Jesus e com a guia de Seu Santo e bom espírito.



Quem nessa condição estiver, estará livre do diabo. Não depositará confiança nas religiões dos homens. Não cederá a escatologias pobres. Não estará ao alcance de maliciosos prosélitos e não se importará com as podridões dos apologistas.



Estes estarão debaixo das asas do onipotente, protegidos pela sua sombra. Estes não sentem necessidade de serem maiores, muito pelo contrário, desaparecem para que as virtudes se manifestem. São fracos e falhos; erram a todo o instante, mas possuem raízes de um verdadeiro cristão, não hipócrita como os religiosos, pois sabem que erram. Mas cientes que estão enxertados em Cristo para a salvação.



E quem quiser se achegar mais a Deus, saia das religiões.